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sábado, 25 de Março, 2017 - 22h38

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Amigos e colegas emocionam-se no velório do cineasta Eduardo Coutinho

Amigos velam o corpo do cineasta Eduardo Coutinho (foto: Tânia Rego / ABr)

Amigos velam o corpo do cineasta Eduardo Coutinho (foto: Tânia Rego / ABr)

O velório do cineasta Eduardo Coutinho, na Capela 3 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, está sendo acompanhado por dezenas de amigos e colegas de trabalho. Pedro Coutinho, filho do cineasta, chegou pouco depois das 15h ao local, mas não quis falar com os jornalistas.

O clima no local é de muita emoção. O ator João Miguel disse que Eduardo Coutinho, um dos maiores documentaristas do país, vai deixar saudades e também muita inspiração. “É um dos maiores cineastas, um dos mais inventivos do nosso cinema”, afirmou. Para o músico Jards Macalé, o cineasta foi “um grande artista e uma grande figura”.

O cineasta Bruno Barreto ressaltou que a importância de Eduardo Coutinho vai além do fato de ele ser um documentarista. “Eduardo era um grande cineasta. O documentário era apenas uma das formas de ele se expressar. É uma perda irreparável”, enfatizou Barreto.

Emocionados, o escritor Ferreira Gullar, os atores Paulo José e Enrique Diaz e o diretor João Moreira Salles não conseguiram expressar sua dor para a imprensa.

O diretor de cinema Eduardo Coutinho tinha 80 anos e foi morto ontem (2) a facadas, dentro de sua própria casa, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. O principal suspeito é Daniel, filho de Eduardo Coutinho, que está sob custódia da polícia, internado no Hospital Miguel Couto. Segundo a Polícia Civil, Daniel esfaqueou o pai e a mãe, Maria das Dores, e depois tentou se matar. Maria das Dores também está internada no Miguel Couto.

Coutinho era considerado um dos maiores documentaristas do país. Começou sua carreira na ficção. Nos anos 70, iniciou uma trajetória de documentarista ao dirigir uma série de programas para o Globo Repórter, da TV Globo. Em 1984, concluiu Cabra Marcado para Morrer, filme que o consagrou internacionalmente. Dirigiu também Santa Marta: Duas Semanas no Morro (1987), O Fio da Memória (1991), Boca do Lixo (1992), Os Romeiros do Padre Cícero (1994), Santo Forte (1999),  Babilônia 2000 (2000), Edifício Master (2002) e Peões (2004).

Em junho passado, o cineasta foi convidado, junto com José Padilha, a integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela premiação do Oscar.