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quinta-feira, 30 de Março, 2017 - 19h27

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Médicos fecham avenidas do centro de São Paulo em protesto contra o Mais Médicos

Cerca de 200 médicos, segundo a Polícia Militar, protestaram hoje (31), na capital paulista, contra o Programa Mais Médicos, lançado este mês pelo governo federal. Os manifestantes saíram da Associação Paulista de Medicina (APM) e subiram a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Em seguida fecharam um dos sentidos da Avenida Paulista e encerraram o ato, por volta das 20h30, na Rua da Consolação, onde fica a sede do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).

Hoje o governo anunciou que desistiu de ampliar em dois anos a graduação em medicina. A decisão do governo foi interpretada como uma vitória do movimento pelo presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo. “A gente acha que a mobilização está surtindo efeito. Porque a proposta do governo não foi aceita pelas entidades médicas, pelas universidades, por quem entende de saúde pública. E acho que boa parte da população também entendeu que é uma proposta que não vai resolver o problema”, disse.

O presidente da APM, Florisval Meinão, no entanto, manifestou desconfiança sobre a decisão do governo. “Parece que o recém-formado, de uma maneira ou de outra, será enviado para atender a essa população mais vulnerável", destacou. Ao anunciar a alteração, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu que a partir de 2018 a residência médica se torne obrigatória ao final dos seis anos de graduação para algumas atividades da medicina. Nesse modelo, toda a residência será feita no Sistema Único de Saúde (SUS), e o primeiro ano, obrigatoriamente na atenção básica, urgência e emergência no sistema.

Como alternativa à proposta do governo, Meinão voltou a defender mais investimentos para a saúde e a criação de um plano de carreira público para os médicos. “Enquanto não se tratar da questão do financiamento, não há como levar uma saúde de qualidade para a população", disse.

 

Edição: Aécio Amado